{"id":23,"date":"2023-01-31T22:40:05","date_gmt":"2023-02-01T01:40:05","guid":{"rendered":"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/?p=23"},"modified":"2023-02-01T11:02:17","modified_gmt":"2023-02-01T14:02:17","slug":"grupo-tarahumaras-uma-matematizacao-do-delirio-gilbert-chaudanne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/index.php\/2023\/01\/31\/grupo-tarahumaras-uma-matematizacao-do-delirio-gilbert-chaudanne\/","title":{"rendered":"Grupo TARAHUMARAS \u2013 Uma matematiza\u00e7\u00e3o do del\u00edrio (Gilbert Chaudanne)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/wilsoncoelho.praxis.pro.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/ae7ff7_b36a359d524441d5ad97af3192b46b33.webp?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-134 alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wilsoncoelho.praxis.pro.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/ae7ff7_b36a359d524441d5ad97af3192b46b33.webp?resize=148%2C142&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"148\" height=\"142\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"font_7\">Em 1987, conheci o <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Grupo Tarahumaras<\/a>, liderado por <a href=\"https:\/\/wilsoncoelho.praxis.pro.br\/\">Wilson Co\u00ealho<\/a>. O encontro se fez por causa de uma paix\u00e3o em comum pela obra do escritor franc\u00eas Antonin Artaud (1896-1948). Eu, oriundo do mesmo pa\u00eds que Artaud, o conheci \u2013 ou exatamente sua obra \u2013 em Istambul, quando estava voltando da \u00cdndia. Eu tinha comprado uma antologia da Poesia Francesa nesta mesma cidade e foi l\u00e1 que descobri, no meio daquelas poesias bobas, um texto que tinha o cheiro e a consist\u00eancia do osso \u2013 quero dizer que era um texto duro, cortante, erguido. E esse texto era justamente a \u201cCarta aos reitores das universidades europ\u00e9ias\u201d, de Antonin Artaud. A viol\u00eancia sacrificat\u00f3ria me deslumbrou e me mostrou que a Poesia Francesa n\u00e3o era feita s\u00f3 de complac\u00eancias lacrimejantes de Lamartine, do gigantismo hollywoodiano de Victor Hugo ou mesmo das meia-tonalidades do simbolismo.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Essa carta foi uma bofetada significante, para mim, que tendo deixado a universidade por falta de perspectiva epistemol\u00f3gica, finalmente, encontrava um autor que tinha uma viol\u00eancia metaf\u00edsica, algo como um antigo sacrif\u00edcio dos miolos para alcan\u00e7ar um transtorno revelador.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Tendo vivido na Fran\u00e7a, em 1968, a revolta estudantil e, depois, tendo me revoltado contra a onipresen\u00e7a da Raz\u00e3o cartesiana e francesa, o pensamento ocidental, cient\u00edfico e racional, entendi, com Artaud, que esses caminhos de conhecimento chegavam num impasse, porque entendi que a Raz\u00e3o cartesiana-francesa n\u00e3o era a pedra angular do pensamento. Havia que abri-lo, esse conhecimento, sobre algo mais essencial e, ao mesmo tempo, experimental\/vivido. Havia como uma esp\u00e9cie de arco-\u00edris do conhecimento, mas esse conhecimento seria vision\u00e1rio, como o dos poetas, dos m\u00edsticos, dos artistas \u2013 e at\u00e9 dos fil\u00f3sofos pr\u00e9-socr\u00e1ticos. \u201cNa cisterna estreita que voc\u00eas chamam de pensamento, os raios espirituais apodrecem como a palha\u201d, escreve Artaud na \u201cCarta aos reitores das universidades europ\u00e9ias\u201d.<\/p>\n<p class=\"font_7\">A partir dali, li a obra de Artaud quase toda e me deparei com o livro \u201cO teatro e seu duplo\u201d.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Ora, o teatro n\u00e3o era minha pradaria. O teatro sempre me pareceu como algo mumificado, algo que n\u00e3o sabe dizer o nome da vida.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Para mim o teatro era o sumo do artif\u00edcio, excessivamente codificado e simplesmente n\u00e3o entendia como os atores n\u00e3o tinham vergonha de assumir tanto artificialismo.<\/p>\n<p class=\"font_7\">O paradoxo \u00e9 que eu gostava muito de \u00f3pera que, como o teatro cl\u00e1ssico, \u00e9 altamente codificado, deliberadamente artificial. Gostava dos filmes de Fellini, sobretudo, o Casanova, onde aparece muito esse lado oper\u00edstico.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Mas aqui, em Vit\u00f3ria, em 1987, entrando no <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Grupo Tarahumaras<\/a>, fiquei \u2013 ao vivo \u2013 em contato com a pr\u00e1tica de um teatro artaudiano. E o diretor, <a href=\"https:\/\/wilsoncoelho.praxis.pro.br\/\">Wilson Co\u00ealho<\/a>, me surpreendeu positivamente porque me mostrou o que podia ser um teatro-n\u00e3o-mumificado.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Porque o <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Tarahumaras<\/a> realmente entendeu \u2013 o Esp\u00edrito artaudiano. Muita gente confunde o teatro de Artaud com um teatro dionis\u00edaco (Z\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa), o que \u00e9 uma tend\u00eancia \u201cnatural\u201d no Brasil = h\u00e1 uma carnavaliza\u00e7\u00e3o de Artaud.<\/p>\n<p class=\"font_7\">E o <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Grupo Tarahumaras<\/a> nunca caiu nessa armadilha, porque sempre soube trabalhar as duas vertentes de um teatro artaudiano: a crueldade e a estranheza. Na primeira montagem do <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Grupo Tarahumaras<\/a> = Antonin Artaud \u2013 Atos de Crueldade, senti isso: a pr\u00e1tica de uma crueldade n\u00e3o gratuita, mas pedag\u00f3gica, sobretudo, a cena de Os Cenci (trecho de uma pe\u00e7a de Artaud, baseada em Stendhal e Shelley), pe\u00e7a dentro da pe\u00e7a, onde a estranheza alcan\u00e7ava seu apogeu de uma maneira quase \u00e1cida.<\/p>\n<p class=\"font_7\">E o que est\u00e1 surgindo ali, justamente, \u00e9 a estranheza \u2013 mas o que \u00e9 a estranheza segundo Artaud?<\/p>\n<p class=\"font_7\">Talvez isso: o espectador est\u00e1 diante de algo que n\u00e3o tem nome, est\u00e1 diante do inomin\u00e1vel, mas que est\u00e1 presente, absolutamente presente e mais presente do que o que tem nome, como uma \u00e1rvore, uma cadeira, um rochedo; \u00e9 essa presen\u00e7a de algo completamente outro, de uma esp\u00e9cie de grande \u201cestrangeiro\u201d \u2013 \u201cum grande Outro\u201d \u2013 que, em geral, \u00e9 identificado como sendo o Ser, ou Deus, mas que em Artaud e, no <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Grupo Tarahumaras<\/a>, Deus apanha mais do que \u00e9 elogiado, louvado \u2013 um culto ao avesso?<\/p>\n<p class=\"font_7\">O <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Grupo Tarahumaras<\/a>, assim, n\u00e3o caiu na armadilha f\u00e1cil do Dionisismo. Ele pode at\u00e9 ter uma esp\u00e9cie de semelhan\u00e7a com o Dionisismo, mas \u00e9 mais pelo fato de ser um teatro de corpo, do corpo, mas de um corpo tr\u00e1gico, cortado, que tem a ver com a trag\u00e9dia grega que teria tomado um banho de \u00e1cido.<\/p>\n<p class=\"font_7\">O trabalho do <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Grupo Tarahumaras<\/a> \u00e9 realmente um trabalho e n\u00e3o uma curti\u00e7\u00e3o. Talvez, os \u201cTarahumaras\u201d, sejam aqueles horr\u00edveis trabalhadores que Rimbaud chamava para o futuro, para continuar seu trabalho. E quando uso aqui a palavra trabalho, n\u00e3o \u00e9 uma met\u00e1fora, uma imagem po\u00e9tica, porque para montar uma pe\u00e7a o Grupo ensaia toda a semana durante 4 a 6 meses ou mais.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Porque, ali, o diretor <a href=\"https:\/\/wilsoncoelho.praxis.pro.br\/\">Wilson Coelho<\/a> faz um trabalho cir\u00fargico com seus atores. E a imagem de uma cirurgia n\u00e3o est\u00e1 em contradi\u00e7\u00e3o com a concep\u00e7\u00e3o artaudiana \u2013 j\u00e1 que ele, Artaud, tamb\u00e9m, usou essa imagem.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Durante esses ensaios todos, h\u00e1 como uma esp\u00e9cie de aniquila\u00e7\u00e3o do \u201cpequeno eu\u201d, do eu narc\u00edsico que \u00e9 at\u00e9 comum para quem gosta do palco (a exibi\u00e7\u00e3o) para instalar no lugar desse eu inflacionista (a egolatria) algo que \u00e9 da ordem de um automatismo transcendental (o que pode ser a defini\u00e7\u00e3o do transe). Mas tamb\u00e9m n\u00e3o se trata exatamente de um transe, porque o transe, ele bebe numa transcend\u00eancia, ao passo que o ator artaudiano bebe numa aus\u00eancia que se manifesta pela sombra de um grande outro. Tem-se confundido muito o teatro Artaudiano, como o teatro dionis\u00edaco (Z\u00e9 Celso) ou o psicodrama, ou a trag\u00e9dia grega. H\u00e1 um parentesco, mas \u00e9 superficial \u2013 o teatro artaudiano do <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Grupo Tarahumaras<\/a> n\u00e3o se d\u00e1 ao conforto de dar o nome dos deuses, de ficar sempre num estado de efervesc\u00eancia na aus\u00eancia dos deuses que \u00e9 talvez o prel\u00fadio ao verdadeiro nascimento do Homem, do Homem filho do Homem e n\u00e3o filho dos Deuses.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Depois de Antonin Artaud \u2013 Atos de Crueldade, participei de v\u00e1rias pe\u00e7as: O Filho Pr\u00f3digo (releitura de Le malentendu), de Albert Camus, Van Gogh, o Suicidado, Uma Temporada no Inferno (baseada na vida e obra de Arthur Rimbaud), Para acabar com o julgamento de deus (adaptado da obra radiof\u00f4nica de Artaud Artaud), etc. Tamb\u00e9m na emiss\u00e3o \u2013 na R\u00e1dio Universit\u00e1ria da UFES \u2013 da emiss\u00e3o de debate sobre \u201cPara acabar com o julgamento de deus\u201d, al\u00e9m das festan\u00e7as cru\u00e9is de 1996 \u2013 no centen\u00e1rio do nascimento de Artaud. Mas sempre e at\u00e9 hoje, foi esse trabalho de \u201climpeza ontol\u00f3gica\u201d \u2013 raspar a carne at\u00e9 o osso \u2013 uma esp\u00e9cie de desnudamento cruel do eu, dos eus, e que \u00e0s vezes perde seu car\u00e1ter t\u00e9trico (Antonin Artaud \u2013 Atos de Crueldade) para adquirir uma quase leveza apol\u00ednica como em Uma Temporada no Inferno (\u201cMetropolitano\u201d). Dessa vez, a estranheza ontol\u00f3gica n\u00e3o se manifesta pelo t\u00e9trico, mas numa quase do\u00e7ura que pode cortar como uma navalha = nova crueldade \u2013 uma crueldade aveludada?<\/p>\n<p class=\"font_7\">Talvez, outra armadilha \u00e9 considerar o trabalho do Grupo Tarahumaras tem algo a ver com o psicodrama (Moreno).<\/p>\n<p class=\"font_7\">Este pode at\u00e9 surgir, n\u00e3o como caminho do Ser-personagem, mas na forma da aniquila\u00e7\u00e3o do eu pessoal, do pequeno eu ator (nos ensaios, laborat\u00f3rios de l\u00e1grimas, \u00f3dios, amores\u2026). Porque o ator \u00e9 simplesmente convidado a assistir a sua pr\u00f3pria morte, o que n\u00e3o se faz sem l\u00e1grimas, gritos, revoltas (psicodrama da perda do eu), mas ali n\u00e3o se procura o descarrego, uma descarga do inconsciente. N\u00e3o. O que se procura aqui \u00e9 uma esp\u00e9cie de transtorno vertical (talvez), uma esp\u00e9cie de pilhas carregadas de uma \u201cenergia\u201d (imagem e n\u00e3o conceito cient\u00edfico, por favor!) de algo que \u00e9 da ordem do imposs\u00edvel, do impessoal, mas que n\u00e3o \u00e9 nem exatamente universal ou divino. \u2013 que n\u00e3o \u00e9 deus \u2013 pois \u2013 e que tem a ver com o corpo.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Por\u00e9m, o corpo do Ator-Tarahumaras artaudiano, n\u00e3o \u00e9 um corpo-curti\u00e7\u00e3o, ou um corpo dionis\u00edaco, ou um corpo erotizado \u2013 n\u00e3o \u2013 ao contr\u00e1rio, \u00e9 um corpo que renega seus \u00f3rg\u00e3os, um corpo que foge das suas fun\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas e, sobretudo, das mais prazerosas e alambicadas pr\u00e1ticas sexuais.<\/p>\n<p class=\"font_7\">Artaud fala de um corpo sem \u00f3rg\u00e3os, sem presen\u00e7a anat\u00f4mica \u2013 assim talvez como um corpo matematizado? E falar de matem\u00e1tica(s) em Artaud e no <a href=\"https:\/\/tarahumaras.praxis.pro.br\/\">Grupo Tarahumaras<\/a> n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o surrealista assim. Porque Artaud\/ele mesmo\/ fala em \u201cO Teatro e seu Duplo\u201d de um teatro onde nada \u00e9 deixado ao acaso. Onde o ator perde sua identidade para se transformar num simples par\u00e2metro de uma equa\u00e7\u00e3o preestabelecida como no Teatro Balin\u00eas, no N\u00f4 japon\u00eas, no Katakhali na \u00cdndia.<\/p>\n<p class=\"font_7\">No ocidente temos o costume de dizer que o ator \u201cencarna\u201d a personagem. Ora, j\u00e1 no s\u00e9culo XVIII, no seu livro \u201cO Paradoxo do Comediante\u201d, Diderot mostra justamente que o bom ator n\u00e3o \u00e9 aquele que \u201cencarna\u201d, mas aquele que ao contr\u00e1rio tem uma dist\u00e2ncia fria com seu personagem, o ator se v\u00ea representando \u2013 o que \u00e9 um exerc\u00edcio de consci\u00eancia e n\u00e3o de possess\u00e3o-encarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"font_7\">E \u00e9 essa robotiza\u00e7\u00e3o transcendental que seria da ordem de um transtorno revelador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>#GilbertChaudanne #GrupoTarahumaras<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1987, conheci o Grupo Tarahumaras, liderado por Wilson Co\u00ealho. O encontro se fez por causa de uma paix\u00e3o em comum pela obra do escritor franc\u00eas Antonin Artaud (1896-1948). Eu, oriundo do mesmo pa\u00eds que Artaud, o conheci \u2013 ou exatamente sua obra \u2013 em Istambul, quando estava voltando da \u00cdndia. 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